Lady Bird poderia ser uma típica história de adolescente rebelde, que não se dá bem com os pais e prefere passar mais tempo com o namorado. Quando, na verdade, surpreende com detalhes que fazem com que o telespectador desfrute da história de descobertas da jovem, entre oscilação de emoções, incompreensão e dores.

Christine McPhersonn (Saoirse Ronan), a Lady Bird, como exige ser chamada, está no último ano do ensino médio, e mantém um desejo de sair de Sacramento, Califórnia, para fazer faculdade. Mas sua mãe não apoia essa ideia. Ainda assim, a garota de forte personalidade, não se dá por vencida e leva o plano de ir embora adiante.

O indie, com seu orçamento modesto US$10 milhões, e uma diretora estreante (Greta Gerwig), fez notícia quando obteve a classificação de 100%, rara e desejada, no site Rotten Tomatoes. Superando oficialmente o grande sucesso Toy Story 2 (1999), que também tinha uma classificação de 100%, mas de menos críticos.

Além de uma ótima roteirização e direção, Gerwig contou com uma performance notável de uma das atrizes jovens mais talentosas na atualidade. Aos 23 anos, Saoirse Ronan, já recebeu duas indicações ao Oscar, para a Atonement de 2004 e Brooklyn em 2017. E agora, outra indicação – e uma possível vitória por Lady Bird.

Uma história sincera que capta perfeitamente a transição amarga da adolescência até a vida adulta, se tornando um verdadeiro espelho das incertezas, paixões e medos que nos cercam nesta fase da vida.

E, embora focado em Lady Bird, também é ressaltada a história de Marion McPherson, sua mãe, navegando na sua relação mãe-filha íntima e áspera.

Estreia nos cinemas brasileiros

Verdadeira surpresa para os cinemas, com um diálogo inteligente e alguns personagens interessantes, “Lady Bird – A Hora de Voar” está entre as estreias da penúltima semana de fevereiro no Brasil. Leve, mas com explosões sutis, nuances que fizeram deste, um dos filmes mais comentados dos últimos meses.

Confira o trailer:

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